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quarta-feira, 2 de março de 2011

Pergunta ao inconsciente



Que Lembranças roubaram de mim, enquanto dormia numa noite qualquer, de um dia qualquer ,num mês qualquer de um ano qualquer, numa estação qualquer sob um cobertor qualquer?
Que lembranças roubaram de mim enquanto o vento mais fraco, a brisa mais forte,soprava da montanha verde do norte de Pequim?
Que lembranças roubaram de mim, enquanto o cisne mais branco, do lago mais negro, fugia cortando a brisa gélida que vinha da montanha verde do norte de Pequim?
Que lembranças roubaram de mim enquanto a sangue suga vegetariana se sufocava sob a pena do cisne mais branco, que fugia do vento mais fraco, a brisa mais forte e gélida que soprava do norte de Pequim?
Que lembranças roubaram de mim, enquanto a folha da árvore mais cinza, era sugada pela sangue suga vegetariana que se sufocava embaixo da pena do cisne mais branco que cortava o vento mais fraco, a brisa mais forte e gélida que vinha do norte de Pequim?
Que Lembranças roubaram de mim, enquanto aqueles organismos vivos ovulavam numa noite qualquer, de um dia qualquer, num mês qualquer, de um ano qualquer, na primavera, que era ameaçada por um vento fraco, uma brisa forte e gélida que do cisne mais branco, cortava-lhe a pena, sufocando uma sangue suga que sugava a seiva da folha de uma arvore cinza, sacudida pelo vento mais fraco, a brisa mais forte e gélida que vinha do norte de Pequim?
Que lembranças roubaram de mim, enquanto o mundo girava e as palavras brotavam das raízes do meu cérebro sem sentido ou lembrança alguma?
Que lembranças roubaram de mim?                                                                                
                                                                                                              Luan Vieira

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