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quarta-feira, 16 de março de 2011

Sem trança para escapar



Ali de onde estava  tudo parecia vento, até mesmo o próprio vento era mais vento naquele momento...
os carros eram ventos que corriam sem ao menos assobiar.
Bermudas cinzas, jeans, compridas,curtas. todas vento. Alguém ousou passar duas vezes pelo mesmo lugar, como um rede moinho dando voltas em torno de um lugar único. O menino com a bolsa que de longe parecia conter biscoitos polvilho e usava um chinelo branco, andava rápido ao lado da menina de vestido cor de pavão que ao mesmo tempo olhava o reflexo do seu corpo no espelho do carro parado. Parado. Como ele na janela onde estava...
Nos prédios ainda mais altos. Muitas outras janelas.
Olhou a rua. Olhou a janela. Olhou a rua ...a janela...

 Parado na janela observando, Pensou em Gritar para o vento:
-Quero descer!
Não podia. 

Ossos do oficio!
Luan vieira

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