...E assim foi feito, seguiram para seu caminho os pobres plebeus para comer seu lanche longe dos nobres senhores. E ele ali, parado, observando cada olhar, cada sorriso, ainda existia sorriso mesmo diante de tamanha desigualdade. Como se já fossem todos adaptados ao esquema indigerível. Ambos os lados sorriam, mas não tinham a mesma intenção.
Tudo se movia menos seu corpo, a única coisa que movia eram seus olhos, observava e julgava de modo justo toda aquela situação.
Recusou-se a comer se quer um pedaço do delicioso salgado que estava no topo, em cima da bandeja prateada, ao lado de uma jarra de suco, que parecia de goiaba.
Seu corpo se moveu. Saiu dali. Não queria mais olhar para aquela mesa, ela estava o deixando com um ódio extremo.
Recusou a ida para o refeitório, recusaria também se o convidassem para o "belo banquete". A única coisa que aceitaria naquele momento era:
Uma bandeja com fileiras de falências de cada um dos nobres senhores, mas isso não é possível, esses ainda são o poder.
( Luan Vieira)

Será pq se damos tão bem? *-*
ResponderExcluir"Enquanto meu mundo para algo me chama atenção, mas meus olhos continuam contando a minha história!"
Parabéns pelo blog, sempre estarei aqui :)